DDI: ‘Guga me colocou na defesa e me sinto confortável’

DDI: 'Guga me colocou na defesa e me sinto confortável'
Não é exagero dizer que a vida de Fernando DDI mudou desde novembro. Quando foi convocado para a Copa Intercontinental, disputada em Dubai (Emirados Árabes), na primeira lista do técnico Guga Zloccowick, DDI viu seu nome entre os defensores. Apesar das características de um ‘meia-atacante’, a convocação para a defesa veio após uma boa conversa com o treinador e, a julgar pelo números atuais, a decisão parece ter sido a mais acertada. Em sete torneios em apenas quatro meses (só não foi chamado para a Copa Lagos, na Nigéria), foram cinco títulos, 14 gols, sendo o terceiro maior artilheiro desde a mudança de comando da Seleção Brasileira – atrás apenas dos atacantes André e Bruno Xavier, ambos com 17 – e o rótulo de ‘carrasco’ da Argentina.

- Meu primeiro gol pelo Brasil foi contra a Argentina, na minha primeira convocação, em 2005, quando vencemos eles num torneio no Peru. Vencemos por 3 a 1 e eu marquei de falta. Lembro bem porque, depois de fazer a falta, o argentino veio me pedir desculpas e me deu um tapa – lembra ele, que tem 20 gols com a camisa amarelinha, sendo cinco deles contra os hermanos nos últimos três confrontos. – Foram gols importantes, em finais, e fico feliz de ter podido ajudar o Brasil a conquistar títulos.

Ter sido recuado para a defesa não incomodou DDI. Às vésperas de completar 31 anos – no próximo dia 8 -, o pernambucano, que faz sucesso há anos defendendo a seleção maranhense, explica como mudou de posição. E está bastante satisfeito com o seu rendimento.

- O beach soccer está mais moderno, hoje os quatro jogadores atacam e defendem juntos, o Guga me colocou na defesa, mas numa posição em que me sinto muito confortável. Embora seja defensor, sou um homem surpresa e tenho liberdade de ir ao ataque, mesmo sabendo das minhas responsabilidades como jogador de defesa. Sempre joguei do meio para a frente mas, já na Rússia, comecei a jogar um pouco mais recuado. Guga conversou muito comigo sobre essa nova função, ele aproveita bem a minha estatura e treinamento bastante essa roubada de bola com saída em contra-ataque. Não foi apenas uma mudança de um jogador que era do ataque e foi para a defesa. Tudo foi bem estudado e, pelos números, pelos gols, vem dando certo.

Feliz com a boa fase na Seleção Brasileira, empolgado pelo movimento recente que trouxe os clubes de futebol às areias. Fernando DDI ainda não acertou por onde vai atuar nos próximos campeonatos, em março, como o circuito de clubes (São Paulo-SP), Copa Brasil (Manaus-AM) e Campeonato Brasileiro (São Paulo-SP), mas não esconde a motivação.

- Todos estão felizes com essa onda de clubes no beach soccer. Venho acompanhando essa evolução do esporte, tanto no exterior, quanto aqui no Brasil, e isso me deixa muito empolgado. Os clubes de camisa são marcas fortes, dão peso ao esporte, e vão ajudar a trazer responsabilidade e um bom calendário, com organização e estrutura que o beach soccer sempre mereceu. Esse ano de 2012 é um marco para a modalidade e espero ver o esporte crescendo, cada vez mais, e chegar às Olimpíadas, que é o sonho de todos que trabalham no beach soccer.

O próximo compromisso da Seleção Brasileira será a Copa América, de 16 a 18 de março, em Rio Quente (GO).

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